Topa fazer um teste rápido de autoestima?

Você por acaso já tirou várias fotos para postar nas redes sociais mas acabou desistindo?

Se sentiu tímido em uma roda de amigos porque achou que todos tinham algo mais interessante para dizer do que você?

Bem, se você respondeu “sim” para alguma destas situações é bem provável que você já tenha passado por um momento de baixa autoestima.

Todos passamos por momentos como estes.

Basicamente a autoestima é o termômetro que regula a maneira como você se vê e como se valoriza. Seja por meio de sua aparência, forma de agir, se comunicar, ou qualquer outra ação que envolva o relacionamento interpessoal.

Quando ela está sob controle e bem equilibrada, você se sente bem e tem uma visão saudável de si mesmo. Mas e quando a autoestima está lá embaixo?

Aí isso se torna um problema grande, que tem atingido grande parte das pessoas atualmente. Quer saber qual o segredo para manter sempre sua autoestima nas estrelas? Eu vou te contar!

Significado de autoestima

Pra começar, vamos entender melhor o que é autoestima.

Afinal, muita gente pensa que autoestima é algo ruim, um excesso de confiança que beira o narcisismo. Mas não é nada disso.

Para deixar claro, pense na autoestima como um sinônimo da palavra confiança. E essa confiança pode ser baixa ou alta.

A confiança, ou autoestima, é um valor humano e um recurso psicológico precioso. Ela é o combustível das conquistas, dos bons relacionamentos e da satisfação.

significado de autoestima

Muitas teorias iniciais sugeriram que a autoestima é uma necessidade humana básica ou motivação. O psicólogo americano Abraham Maslow foi um dos primeiros a analisar a autoestima. Ele a incluiu em sua hierarquia das necessidades humanas.

Para Maslow, a autoestima se manifesta de duas formas:

  • pela necessidade de respeito dos outros na forma de reconhecimento, sucesso e admiração
  • pela necessidade de autorrespeito na forma de amor-próprio, autoconfiança, habilidade ou aptidão.

Inicialmente, Maslow acreditava que o respeito dos outros era mais frágil e fácil de ser perdido do que a autoestima interior.

Ele também afirma que a expressão mais saudável de auto-estima “é aquela que se manifesta no respeito que nós merecemos, mais do que fama, renome e lisonja”.

Como vemos, Maslow transfere muito da autoestima para o que os outros pensam sobre nós.

Autoestima alta = aceitação + amor próprio

teorias mais modernas de autoestima exploram as razões pelas quais os seres humanos são motivados a manter uma alta consideração por si mesmos.

Carl Rogers teorizou que a origem dos problemas de muitas pessoas é que elas se desprezam pois se consideram inúteis e incapazes de serem amados.

É por isso que Rogers acreditava na importância de dar aceitação incondicional a um cliente, como, por exemplo, durante uma sessão de terapia.

Em suas sessões, ele sempre dava uma consideração positiva para seus pacientes, que se sentiam amados e significativos.

Desde então, o conceito de autoestima de Rogers passou a ser adotado pela psicologia.

E ele o resumiu na seguinte frase:

“Todo ser humano, sem exceção, pelo simples fato de ser, é digno de respeito incondicional de todos os demais; e merece estimar a si mesmo e ser estimado”. Carl Rogers

Autoestima na infância e adolescência

Assim como muitas características que compõem nossa personalidade, as noções de autoestima também começam na infância e na adolescência.

Mas por que isso acontece?

Porque este é o momento em que estamos mais abertos e suscetíveis a receber influências que vamos agregar à nossa personalidade.

Na adolescência a construção da identidade toma um papel central, o que é fundamental para o amadurecimento e ajustamento psicológico e social.

É durante esse período que o ser humano busca sua verdade e experimenta várias identidades e papéis diferentes, que vão o preparar para as exigências da vida adulta.

Esse processo de aquisição de identidade é dividido em três fases:

  1.  Período da puberdade: no qual o adolescente constrói seu novo modelo corporal
  2.  Adolescência intermédia: onde se constrói o novo mundo interno, mudando as ideias e objetivos que ele tinha antes
  3.  Adolescência final: onde se reforça o seu novo mundo social através das ideias e identidades adquiridas – e também reconhece que a percepção que os outros têm de você é diferente da sua.

É uma fase de muitas mudanças físicas, cognitivas, psicológicas e sociais.  E todas essas mudanças são indutoras de estresse, o que pode gerar alterações na percepção que o adolescente tem de si próprio, afetando assim sua autoestima.

Autoestima baixa: primeiros sinais

baixa autoestima

Assim, é logo no início da adolescência que a autoestima tende a cair.

Por quê?

Porque toda a imagem própria totalmente positiva e irrealista que a pessoa tinha na infância começa a cair por terra.

E essa nova noção de realismo, junto com todas as mudanças do período, formam o ambiente propício para que o adolescente se veja de uma maneira distorcida.

Quer entender melhor a cabeça de alguém que está passando por um momento de baixa autoestima? Estes são alguns dos pensamentos que costumam passar pela cabeça destas pessoas:

  • “Quando me olho no espelho, não gosto do que vejo. Não gosto de quem sou como pessoa.”
  • “Eu sou um nada, não tenho personalidade.”
  • “Eu não gosto de mim porque sou feio.”
  • “Eu não estou vivendo pra ser o tipo de pessoa que quero ser.”
  • “Se ninguém mais gosta de mim, como eu posso gostar?”

Se você tiver alguém próximo que pensa assim, principalmente um adolescente, talvez seja legal pensar em ajudá-lo dando seu apoio ou sugerindo que ele busque ajuda profissional.

As dicas de Bruce Lee para aumentar a autoestima
como aumentar a autoestima

Mas ainda bem que temos Bruce Lee para nos salvar em nossos momentos de baixa autoestima. Não com voadoras, mas com sabedoria.

Bruce Lee foi ator, filósofo, praticante de artes marciais, cineasta e também entusiasta do amor próprio.

O livro que fala sobre sua vida, Bruce Lee: Artist of Life, traz muitos dos seus valiosos ensinamentos, como por exemplo:

“Podemos ver através dos outros apenas quando vemos através de nós mesmos.”

O que isso significa? Que para mudarmos, precisamos ter consciência do que somos – isso é autoconhecimento.

Quando você deseja demais ser outra coisa, você acaba não conseguindo. Quando você busca demais uma nova identidade, você não a alcança.

E quando você olha demais para fora e não trabalha o seu autoconhecimento, você abre espaço para que os outros digam quem você é.

E o que isso causa? Falta de autoconfiança e baixa autoestima. Sabe por quê? Porque é mais fácil ter fé naquilo que imitamos do que naquilo que nós criamos.

Quando imitamos algo, não estamos sozinhos. Por isso, nos sentimos seguros. E por isso preferimos ser o que os outros dizem que somos – é mais cômodo.

Isso parece estranho, né? E é.

Autoestima x Orgulho 

Em certos momentos, nos sobra orgulho, mas nos falta autoestima. Segundo Bruce Lee, orgulho é relacionado ao externo e autoestima é totalmente interna.

Orgulho é um valor dado a algo que não faz parte de nós, e autoestima vem de todo nosso potencial e nossas conquistas.

Nos sentimos orgulhosos quando nos identificamos com um eu imaginário, ou seja: o cerne do orgulho é a auto-rejeição. Nos sentimos bons se comparados ao outro que também é bom.

Já a autoestima não é algo estático a ser alcançado. Não é algo externo. A autoestima é dinâmica e deve ser continuamente cultivada.

A manutenção da autoestima é uma tarefa contínua. Temos que provar para nós mesmos nosso valor e justificar nossa essência a cada dia.

Eu gosto muito dos ensinamentos e da visão que os orientais têm do mundo. Por isso, inclui o Bruce Lee aqui. Legal, né?

Autoestima alta: 10 dicas para aumentar sua moral agora

como aumentar autoestima

Mas como leva tempo para se tornar um Bruce Lee, vou te mostrar agora algumas dicas de resultado rápido para levantar a sua moral.

Em seu livro “Ten Days to Self-Esteem” (Dez dias para a Autoestima: um plano de ação),

o autor David Burns traz alguns exercícios que capazes de fazer uma reviravolta em sua vida.

Vamos ver alguns deles:

1. Crie um “inventário da autoestima”

Para entender como você está. Pode ser bem simples com dez forças e dez fraquezas suas. Isso vai ajudar a desenvolver uma noção real e honesta sobre si mesmo.

2. Defina expectativas reais

Busque objetivos possíveis de serem alcançados e não condicione nada à outras pessoas ou na expectativa de que alguém vai mudar seu comportamento.

3. Não seja um perfeccionista

Reconheça seus erros e também suas conquistas. Ninguém é perfeito  e tentar ser só vai gerar frustração. Mantenha uma visão positiva enquanto você cresce com seus erros.

4. Explore seu eu e se conheça

Não subestime o poder do autoconhecimento e de estar em paz com quem você é, essa jornada é incrível!

5. Ajuste sua autoimagem

Todos nós crescemos e mudamos. Por isso, é importante estar em contato com todos os seus “eus” que irão surgir. Isso serve para definir e conquistar objetivos significativos.

6. Não se compare aos outros

A comparação é uma armadilha traiçoeira, principalmente na era das redes sociais. A única pessoa com quem você deve se comparar é com o seu eu de ontem.

7. Use afirmações positivas da forma correta

Em vez usar “eu vou ter muito sucesso!”, o que pode gerar frustração, empregue “eu vou me esforçar até que eu tenha muito sucesso!” que é factível.

8. Identifique suas qualidades e as desenvolva

Se você cozinha bem, convide seus amigos para jantar na sua casa. Se você corre bem, participe de maratonas. O segredo é criar oportunidades para as suas qualidades florescerem.

9. Aprenda a aceitar elogios

Se você sente desconfortável em receber um elogio, treine respostas simples como “obrigado” ou “que legal que você gostou”. Assim você se acostuma enquanto seu desejo de contestá-los vai embora. 

10. Troque a autocrítica por autocompaixão

Sempre que vier aquela vontade de se criticar, pense no que você diria a um amigo na mesma situação. Tendemos a ser muito mais amorosos com amigos do que com nós mesmos. Busque se construir, não se destruir!

Conclusão

E aí, já está se sentindo melhor? Espero que sim!

Como vimos, a autoestima é algo a ser cultivado e nutrido durante toda a vida, o que não é uma tarefa fácil, mas é, com certeza, muito recompensadora.

Foque no amor próprio, aprenda a conhecer quem você é e tenha confiança de que sua vida vai mudar!

Como disse belamente o escritor irlandês Oscar Wilde: “Amar a si mesmo é o começo de um romance que dura a vida toda”.

Publicado por Vinicius Aguiari

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